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Professor causa polêmica ao chamar cessacionismo de “doutrina de demônios”

O professor de Teologia, Hebraico e Grego, Mateus Rangel, gerou forte repercussão nas redes sociais após publicar um vídeo em que faz duras críticas ao cessacionismo — corrente teológica que, de modo geral, defende que os dons extraordinários ou sobrenaturais do Espírito Santo deixaram de operar na Igreja da mesma forma que atuavam no período apostólico.

Professor causa polêmica ao chamar cessacionismo de “doutrina de demônios”
Professor causa polêmica ao chamar cessacionismo de “doutrina de demônios” (Foto: Reprodução)

O professor de Teologia, Hebraico e Grego, Mateus Rangel, gerou forte repercussão nas redes sociais ao publicar um vídeo com duras críticas ao cessacionismo — corrente teológica que defende que os dons extraordinários/sobrenaturais do Espírito Santo deixaram de operar na Igreja como no período apostólico.


Na legenda do post, Rangel declarou: "Para mim, o cessacionismo é uma doutrina de demônios!". No vídeo, ele apresentou três argumentos:


"Aposenta o Espírito Santo" — Para Rangel, o cessacionismo limitaria a atuação do Espírito Santo apenas à salvação e ao convencimento do pecado, ignorando sua ação sobrenatural pelos dons espirituais.

Baseado na incredulidade — Ele afirma ser "a única doutrina baseada na incredulidade", argumentando que a falta de experiências sobrenaturais na vida de alguns cristãos estaria sendo usada como critério de interpretação bíblica, o que resultaria numa leitura "vazia de experiência e de poder".

Sem base bíblica explícita — Rangel sustenta que não há texto bíblico que declare explicitamente o fim dos dons sobrenaturais após o primeiro século, chamando isso de "fabricação teológica posterior". Encerrou com a provocação: "abandone essa heresia!".


Contexto da divisão teológica: o tema toca uma antiga divisão no cristianismo evangélico — de um lado os cessacionistas, que entendem que certos dons tiveram função específica no contexto apostólico; do outro, os continuístas e boa parte dos pentecostais, que defendem que profecia, línguas e curas seguem disponíveis hoje. A matéria deixa claro que as falas de Rangel refletem sua posição pessoal, não um consenso entre teólogos evangélicos.

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