SUS terá 3 novos remédios contra câncer de pulmão; um custa R$ 643 mil por ano
Novos medicamentos contra o câncer de pulmão começarão a ser oferecidos gradualmente pelo SUS a partir de outubro. - Foto: Divulgação/Ministério da Saúde
Três remédios de alto custo contra o câncer de pulmão começarão a chegar aos pacientes do SUS a partir de outubro. O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (31) a oferta de brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe, tratamentos que poderão beneficiar cerca de 1,9 mil pessoas no país.
A distribuição será feita de forma gradual, de acordo com as negociações com fornecedores e a operacionalização de cada medicamento. Para os pacientes que atenderem aos critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, o tratamento será gratuito.
A diferença de custo para quem hoje depende da rede privada é enorme. O durvalumabe, sozinho, pode passar de R$ 643 mil por ano. Já os tratamentos com brigatinibe e gefitinibe, somados, ultrapassam R$ 604,2 mil anuais no setor privado, informou o Ministério da Saúde.
Tratamentos mais específicos
Brigatinibe e gefitinibe são terapias-alvo administradas por via oral. Em vez de atacar indiscriminadamente células que se multiplicam rapidamente, como ocorre com a quimioterapia convencional, esses medicamentos atuam sobre alterações específicas presentes em determinados tumores.
O brigatinibe, por exemplo, é indicado no SUS para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células que apresentam alteração no gene ALK, em estágio localmente avançado ou metastático, como primeira linha de tratamento. A incorporação foi aprovada pelo Ministério da Saúde em maio de 2025.
Segundo o ministério, brigatinibe e gefitinibe podem ser tomados em casa e apresentam menor incidência de eventos adversos quando comparados a esquemas convencionais de quimioterapia.
Imunoterapia de R$ 643 mil
Já o durvalumabe é uma imunoterapia. O medicamento ajuda o sistema imunológico a reconhecer e combater as células do tumor.
No SUS, a indicação é mais específica do que simplesmente “câncer em estágio 3”: ele foi incorporado para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células em estágio III irressecável, ou seja, que não pode ser retirado por cirurgia, e cuja doença não tenha avançado depois da quimiorradioterapia à base de platina.
Estudos considerados na incorporação apontaram ganho de sobrevida entre os pacientes tratados.
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